sexta-feira, 16 de abril de 2010

Desaniversário



Dilato meu pensar,
Como quem rouba
Palavras da noite...


Procuro interpretar
O som das árvores
Nessa noite de grilo solitário.


Folhas se movem
E observam-me,
Como quem pergunta:
O que resta nesta vida?


Quem sabe um cálice
De vinho em lábios estranhos.